Candidata a deputada estadual é condenada a devolver mais de R$ 460 mil | F5 News - Sergipe Atualizado

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Candidata a deputada estadual é condenada a devolver mais de R$ 460 mil
Segundo MP, candidatura fictícia teria sido usada para beneficiar outros políticos
Política | Por F5 News 23/04/2021 10h00 - Atualizado em 24/04/2021 09h13 |


O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE) reprovou a prestação de contas da candidata a deputada estadual Marleide Cristina dos Santos (MDB), que será obrigada a devolver R$ 468.922,23 que recebeu do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

No julgamento desta quinta-feira, a Corte acompanhou  de forma unânime o parecer do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral), que demonstrou falhas na prestação de contas e evidências de uma candidatura fictícia, com base em  investigação da Polícia Federal. Da decisão, cabe recurso. 

Nas eleições de 2018, a  então candidata, com domicílio eleitoral no município de Lagarto, conseguiu arrecadar R$ 485.256,44. Desses, R$ 468.922,23 vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e R$ 16.334,21 de outras doações. A candidata a deputada estadual só obteve 184 votos.

O valor que o partido direcionou à candidatura de Marleide dos Santos foi o maior recebido por uma candidata do sexo feminino no estado de Sergipe. “Chamou atenção o fato do MDB ter direcionado um valor tão elevado a uma candidata com evidente inviabilidade política, visto que em 2012, Marleide participou da disputa ao cargo de vereadora de Lagarto, mas só obteve oito votos”, alega o MP na denúncia. 

Outra desproporção identificada pelos investigadores está relacionada à diferença na destinação dos recursos entre outras candidatas a deputada estadual pela sigla. Enquanto Marleide dos Santos recebeu mais de R$ 400 mil, Auria Alves de Souza, Katiane Fortunato Pereira, Edna Martinez e Veronalda Andrade Gois receberam, respectivamente, R$ 40 mil, R$ 60 mil, R$ 30 mil e R$ 98 mil.

De acordo com as investigações, na seção “Despesas” da prestação de contas, a candidata declarou gastos com posto de combustíveis, pessoas físicas e jurídicas. No entanto, ao se analisar os extratos bancários, não foram encontradas as despesas então declaradas pela candidata. Também não foram localizadas notas fiscais que comprovassem os pagamentos aos postos de combustível, segundo o MP. 

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal identificaram nas investigações que a candidata não realizou campanha eleitoral. Segundo relatório da PF, os indícios apontam que os recursos da candidatura de Marleide dos Santos foram dirigidos para financiar outras candidaturas ou apropriados por terceiros.

As redes sociais da candidata também demonstram que ela não fez campanha para si. Não foi visualizado Marleide pedindo votos ou cumprimentando as pessoas, atitudes típicas de quem está disputando uma eleição. No entanto, as fotos e os vídeos encontrados nas redes sociais e nos telefones celulares apreendidos pela Polícia Federal indicam que ela fez campanha em prol de outros candidatos, cujos dados serão enviados à Procuradoria-Geral Eleitoral para eventual ação penal, em virtude do foro privilegiado de alguns deles.

O F5 News não conseguiu localizar a candidata citada até a publicação desta notícia. O espaço segue à disposição. 
 

Edição de texto: Monica Pinto
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