Após demissão, Bolsonaro acusa Moro de negociar vaga no STF | F5 News - Sergipe Atualizado

Após demissão, Bolsonaro acusa Moro de negociar vaga no STF
Presidente disse que deixaria o cargo caso tivesse que se submeter à um subordinado
Política 24/04/2020 18h18 - Atualizado em 24/04/2020 18h41 |


Ao lado de ministros, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se posicionou após a renúncia de Sérgio Moro. Ele disse que luta "contra o sistema",  rebateu na tarde desta sexta-feira (24) o ex-ministro da Justiça e admitiu interesses pessoais em ações da Polícia Federal. 

Bolsonaro afirmou que Moro pediu a ele para que a troca do comando da Polícia Federal ocorresse depois de o ex-juiz ser indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal, em novembro. "É desmoralizante para um presidente ouvir isso", afirmou Bolsonaro.

Ao tratar da troca no comando da Polícia Federal, o presidente ressaltou o seu poder de veto e confirmou que "autonomia não é sinal de soberania" e que nunca foi contrário às ações da Operação Lava Jato. 

"Desculpe senhor ministro, mas o senhor não vai me chamar de mentiroso", afirmou Bolsonaro, que não explicou a assinatura de Moro no ato de exoneração do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial.

Ainda sobre hierarquia, Bolsonaro disse que "no dia em que eu tiver que me submeter a um subordinado, deixo de ser presidente da República". Bolsonaro afirmou que confiava em Moro e que nunca esteve contra a Operação Lava Jato. E reforçou que as nomeações de seu governo não são feitas de forma partidária.

"Colocamos um ponto final nisso, poderosos se levantaram contra mim. Estou lutando contra o sistema. Coisas que aconteciam no Brasil não acontecem mais", disse o presidente, que completou ser isso sinal de sua coragem de ter montado um time de ministros técnicos. "Eu tenho o Brasil a zelar."

Em uma rede social, o ex-ministro desmentiu o presidente. Segundo Moro, a permanência de Maurício Valeixo no comando da PF nunca foi usada como moeda de troca pela vaga no Supremo.

"A permanência do Diretor Geral da PF, Maurício Valeixo, nunca foi utilizada como moeda de troca para minha nomeação para o STF. Aliás, se fosse esse o meu objetivo, teria concordado ontem com a substituição do Diretor Geral da PF", publicou Moro na internet.

*Com Folha Press

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