Secretaria da Saúde ainda não negociou com os condutores do Samu
Apenas 30 condutores estão trabalhando. Protesto já dura 15 dias Cotidiano 27/08/2012 09h33 |Por Fernanda Araujo
Os condutores de ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Sergipe permanecem sem negociação com a Secretaria do Estado da Saúde. Desde o dia 21 de março que os funcionários enviaram a proposta de reajuste salarial ao secretário Sílvio Santos, mas segundo eles, até agora não houve contraproposta.
São 50% das ambulâncias paralisadas e mais 50% com o efetivo mantido, que corresponde a apenas trinta condutores trabalhando. A greve já dura 15 dias e tem a pretensão de prolongar por meses, caso o governo não os convoque para audiência.
Segundo o presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância (Sindconam), Adilson Ferreira, os trabalhadores ganham R$ 642,00 por mês. Adilson pretende negociar, com base em outros Estados, o salário de R$ 2.460,00. “Até agora não houve nenhuma negociação. Tentamos o diálogo, mas a Secretaria de Saúde continua intransigente. Estamos diariamente indo ao trabalho, mas estamos paralisados”, diz.
Nesta terça-feira (28), os trabalhadores farão uma passeata na Rua Laranjeiras, centro de Aracaju, em direção à Secretaria do Estado da Saúde, a partir das 7h.
Em entrevista ao programa Liberdade Sem Censura, o procurador da Fundação Hospitalar de Saúde, Diego Freitas, afirmou que está havendo um diálogo no Tribunal de Justiça sobre o percentual de ambulâncias paralisadas, para averiguar se o quantitativo está garantindo o serviço à população.
“Já tomamos todas as medidas para amenizar os efeitos da paralisação. São 60 condutores de ambulância das quais o presidente afirma que manterá 50% do efetivo. Entretanto, nós pleiteamos no judiciário sobre esse percentual. Mas o diálogo ainda não foi finalizado. No momento, não estamos analisando se há legalidade da greve. É interessante manter o serviço de qualidade por isso vamos adotar todas as medidas. Se for preciso contratar mais pessoas, vamos contratar”, adverte.
