Irmão de homem morto ao sair de academia em Aracaju é preso como principal suspeito
Investigado foi localizado em Nossa Senhora do Socorro; Polícia Civil apura a motivação e possível participação de outros envolvidos Cotidiano | Por F5 News 16/01/2026 15h59 - Atualizado em 16/01/2026 16h12 |O irmão por parte de pai de Thiago de Carvalho Novaes, morto na porta de uma academia em Aracaju, foi preso como principal suspeito do crime nesta sexta-feira (16). A informação foi divulgada pela Polícia Civil de Sergipe. A prisão ocorreu no município de Nossa Senhora do Socorro, em cumprimento a um mandado de prisão temporária.
Thiago de Carvalho Novaes, de 30 anos, foi morto a tiros na noite do último dia 6, no bairro Farolândia, Zona Sul da capital, no momento em que deixava uma academia da região.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações são conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e tiveram início logo após o crime. Foram realizadas oitivas de familiares e testemunhas, além da análise de imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais, residências e órgãos públicos.
Parte do material analisado foi repassada pela Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania de Aracaju, o que contribuiu para o esclarecimento da dinâmica do crime. A partir dessas imagens, os investigadores identificaram a motocicleta utilizada na ação criminosa e, posteriormente, chegaram ao principal suspeito.
Durante o cumprimento dos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, foram apreendidas vestimentas que, segundo a investigação, teriam sido utilizadas no dia do homicídio. Conforme informou o delegado Mário Leoni, responsável pelo caso, o conjunto de provas reunido até o momento aponta para a possível participação do investigado como executor, embora ele negue a autoria.
As investigações continuam para aprofundar a apuração da motivação do crime, que pode estar relacionada a disputas patrimoniais familiares, possível envolvimento com contravenção penal ou questões de natureza passional. A Polícia Civil também apura a eventual participação de outras pessoas no planejamento ou na execução da ação criminosa.
A diretora do DHPP, delegada Juliana Alcoforado, destacou que o trabalho técnico realizado desde o local do crime, em parceria com a Polícia Científica, foi fundamental para o avanço das investigações. Informações que possam contribuir com o esclarecimento do caso podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181, com garantia de sigilo.
