Repressão contra minoria muçulmana deixa quase 400 mortos | F5 News - Sergipe Atualizado

Repressão contra minoria muçulmana deixa quase 400 mortos
Brasil e Mundo 01/09/2017 16h01 - Atualizado em 01/09/2017 16h35 |


Cerca de quatrocentas pessoas morreram em confronto entre a minoria mulçumana rohingya e o Exército de Mianmar na última semana, mostram novos dados oficias. Trata-se do maior surto de violência que atingiu os rohingya em décadas.

Na última sexta-feira (25), insurgentes rohingya atacaram postos policiais e uma base do exército no Estado de Rakhine, onde se concentra a maior parte da minoria muçulmana.

Em reação, o Exercito tem conduzido operações que afirma ter como objetivo deter “terroristas extremistas” e proteger a população civil.

Porém, os rohingya denunciam uma campanha de incêndios criminosos e assassinatos para forçá-los a deixar o país.

Na quinta-feira (31), três barcos que levaram pessoas da minoria rohingya que fugiam dos conflitos naufragaram na costa de Bangladesh. Corpos de 26 crianças e mulheres foram encontrados.

 Aproximadamente 38 mil rohingya cruzaram de Mianmar para Bangladesh desde sexta-feira (25), de um total estimado de 1,1 milhão, informaram fontes da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os combates são uma escalada dramática de um conflito em ebulição desde outubro do ano passado, quando ataques semelhantes, mas muitos menores, de rohingya a postos de segurança provocaram uma reação militar brutal ofuscada por alegações de abusos de direitos humanos.

Com a maioria budista, o Mianmar é marcado pela influência de monges radicais que denunciam os muçulmanos como uma ameaça. Os rohingya, perseguidos no país, são vistos por muitos como imigrantes ilegais da vizinha Bangadlesh, apesar de reivindicarem raízes na região.

O Mianmar não os reconhece como cidadãos, negando acesso a serviços como saúde e educação.

Os conflitos com os rohingya são o maior desafio enfrentado pela líder nacional Aung San Suu Kyi, ganhadora do Nobel da paz, que vem sendo acusada por críticos ocidentais de não se posicionar a respeito de uma minoria que vem se queixando de perseguição há tempos.

 

Fonte: Folha de São Paulo

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