Cientistas irlandeses comprovam que aspirina pode regenerar dente após cárie | F5 News - Sergipe Atualizado

Cientistas irlandeses comprovam que aspirina pode regenerar dente após cárie
Brasil e Mundo 13/09/2017 18h40 |


Cientistas na Irlanda do Norte afirmam ter desenvolvido um tratamento de regeneração dental que usa o ácidoacetilsalicílico, substância comercialmente conhecida como aspirina.

Pesquisadores da Universidade Queen's, em Belfast, usaram o produto para estimular células-tronco nos dentes, o que aumentou o potencial de regeneração. Eles acreditam que o tratamento com aspirina pode resultar em menos cáries e obturações no futuro.

Nossos dentes têm capacidade limitada de regeneração. Produzem uma camada fina de dentina, logo abaixo do esmalte, se a polpa dental é exposta, mas não conseguem consertar uma grande cavidade. É por isso que dentistas usam obturações, que podem necessitar de substituição várias vezes durante a vida do dente.

Mas Ikhlas El Karim, professora da Faculdade de Medicina da Queen's University, cujas pesquisas giram em torno do uso de células-tronco, diz ter descoberto que a aspirina "turbina" essas células no processo de regeneração.

"Temos a esperança de desenvolver um tratamento que dê aos dentes a capacidade de fazer esses reparos. Mas isso será gradual, não é imediatamente que não precisaremos mais de obturações", explica a cientista.

Depois de analisar dados de pesquisas anteriores, a equipe da Queen's University usou aspirina líquida sobre células-tronco em uma placa de Petri e diz ter encontrado "evidências materiais e genéticas de que isso produziu dentina".

Mas, segundo Ikhlas, o próximo passo é descobrir um método para aplicar a aspirina no dente de forma adequada.

"Precisamos colocar o produto (no dente cariado) de forma que possa ser liberado durante um longo período de tempo. Se simplesmente colocarmos aspirina em uma cárie hoje, ela será facilmente lavada."

Mas Ihklas ressalta que o fato de a aspirina já ser uma droga disponível no mercado ajudará o desenvolvimento de um tratamento.

"Não precisaremos de 10 ou 20 anos para fazer testes clínicos. Há imenso potencial para mudarmos a forma como abordamos um dos maiores desafios odontológicos que temos."

Fonte: BBC

 

 

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