Taxista acusado de estupro era conhecido da família da vítima
Cotidiano 16/08/2012 18h00 |Por Allana Andrade
Na tarde desta quinta-feira, 16, foram apresentadas pela Delegacia de Grupos Vulneráveis (DAGV) mais informações sobre o taxista Gisélio da Silva Lessa, de 50 anos, que foi preso hoje pela manhã sob a acusação de estupro contra uma menina de 11 anos.
A denúncia foi feita na sexta-feira, 10, na Delegacia Plantonista e encaminhada na segunda-feira, 13, para a DAGV. Desde a noite dessa quarta-feira, 15, os policiais se concentraram nas proximidades da casa do acusado, em Nossa Senhora do Socorro, para prendê-lo.
O acusado tinha livre acesso à residência da vítima. “Gisélio Lessa era amigo íntimo da família, frequentava festas e reuniões, conhecia todos os cômodos da casa. Ninguém suspeitava dele porque ele era de casa. A garota chamava-o de ‘tio’”, afirmou a delegada Lara Shuster.
A criança já havia denunciado o abuso para a mãe e a vizinha, que não acreditaram na história. A mãe chegou a achar que era coisa de criança, tamanha a intimidade do taxista com a família. “O crime só foi descoberto porque a vizinha marcou com a criança para ver se era verdade”, explicou Lara Shuster.
Em depoimento, a vítima afirmou que Gicélio oferecia dinheiro e a ameaçava. “A vítima está muito abalada, chora muito e aparenta todo o sentimento do abuso. Ela conta com pesar os detalhes e informou que as últimas vezes foram na quarta, quinta e sexta-feira", diz a delegada.
Diante de todos os pontos apresentados pela vítima e o testemunho da vizinha, as delegadas não têm dúvida do estupro. “Normalmente este tipo de crime é difícil de ter provas, mas neste caso temos o depoimento verossímil da vítima e o testemunho da vizinha. Não há dúvidas que foi Gisélio”, afirmou Lara Shuster.
Ainda segundo informações das delegadas, o acusado não fugiu e nega o crime. “Ele procurou um advogado, hoje ele deu um discurso muito bem orientado. Mas tem o testemunho da vizinha e um áudio que ela gravou”, explica a delegadaThaís Santiago.
"Chamamos a atenção das mães e familiares para que prestem atenção nos sinais que as crianças dão e que acreditem ou averiguem as acusações delas. Neste caso, a criança precisou ser molestada para a mãe acreditar", alertou Thaís Santiago.
Segundo dados da DAGV, só este ano já foram 76 casos de abuso sexual registrados, com 172 inquéritos abertos.

