Saúde apresenta contraproposta que não agrada aos sindicatos
Cotidiano 16/07/2012 21h00 |Por Sílvio Oliveira
O secretário de Estado da Saúde, Silvio Santos, voltou a se reunir com entidades sindicais que compõem as diversas áreas de saúde na tarde desta segunda-feira (16), para apresentar a contraproposta do plano que norteará os cargos, a carreira e os vencimentos dos profissionais da rede estadual.
Junto com Sílvio Santos, o diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Estado da Saúde, Marcos Vieira (foto abaixo), mostrou que os profissionais foram reunidos em grupos, falou sobre a incorporação de variáveis (gratificações e afins), do aumento linear de 5,02% retroativo a maio, além de explicar como será o aumento até setembro de 2014.
Segundo ele, a incorporação de variáveis será realizada em três etapas: em setembro de 2012 serão incorporados 70% de gratificações para os grupos I e II, 15% em setembro de 2013 e mais 15% em setembro de 2014. Para os demais grupos, a incorporação será de 50%, 25% e 25%, também nas datas mencionadas.
Sílvio Santos destacou que nenhum servidor da Fundação Hospitalar de Saúde ganhará menos que um salário mínimo e que o menor salário girará em torno de R$ 800, em setembro. “Todos os servidores que ganham entre R$ 567,34 até R$ 778 de salário fixo tiveram aumento real de forma que nenhum servidor terá salário fixo de menos que um salário mínimo”, afirmou, acrescentando que todo a parte variável dos salários será incorporada até 2014.
Cada categoria vem se reunido individualmente com o secretário de Saúde e com o secretário de Planejamento, Oliveira Júnior, a fim de construírem o Plano de Cargos, Carreira e Vencimento (PCCV) da Saúde. Mesmo assim, a contraproposta foi criticada por diversos segmentos, que a têm como um retrocesso nas negociações.
O presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Samu, Adilson Ferreira, classificou a contraproposta como uma “jogada de pavio de pólvora na saúde”, já que, segundo ele, não altera em nada em termos gerais. “Zero de reajuste. O PCCV só trouxe a enrolação de sempre. Haverá descrédito e a greve será deflagrada por tempo indeterminado”, retrucou.
O médico Hugo Canavessi falou sobre a questão da titulação dos médicos e disse não concordar com a forma que foi colocada.
A diretora do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe, Diana Luna, disse existir um retrocesso, argumentando que algumas questões que já tinham sido pacificadas na Mesa de Negociação voltaram na contraproposta. “Ganhamos na insalubridade, mas não concordamos que apenas 30% dos empregados recebam a progressão por mérito. Queremos que todos recebam quando forem avaliados, quando tiverem um padrão de qualificação”, informou.
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