Quadrilha de estelionato é investigada pela 2º Delegacia Metropolitana
Um dos componentes foi preso e outro está foragido Cotidiano 03/08/2012 11h00 |Por Fernanda Araujo
Uma quadrilha de aproximadamente 11 pessoas que praticava crime de estelionato em Aracaju (SE) está sendo investigada pela 2º Delegacia Metropolitana. Um dos integrantes, André Luiz Santana Leite, foi preso pelo Departamento de Defraudações e Combate à Pirataria da Polícia Civil, Sílvia Irani Santos continua sendo investigada e Ramirez Ismael Cicerale Nunes da Rosa está foragido.
Segundo a delegada Carina Rezende (foto principal), as investigações que deram início em abril levaram a polícia a desvendar dezenas de golpes no comércio, em empresas e pessoas físicas da capital e do interior de Sergipe. “Inicialmente os policiais estavam apurando a fraude no contrato de locação residencial, onde o nome de um casal foi usado de forma indevida para segurar como fiador. No decorrer das informações, constatamos que se tratava de uma quadrilha de estelionatários que já vinha sendo investigada aqui pelo departamento e que tinha crimes praticados que não se restringiam à fraude de imóveis, mas se tratava de uma associação bem estruturada de pessoas que dividiam as tarefas”, explica.
De acordo com a delegada, os suspeitos recrutavam pessoas, coletavam dados do CPF e RG das vítimas, produziam documentos falsos, como de identificação, comprovante de renda, comprovante de residência e declaração de imposto de renda. Após as falsificações, eles abriam conta no banco, recebiam talões de cheque, emitiam cheques sem fundo, faziam diversos créditos em lojas de departamento e adquiriam linhas de telefone.
Com o cumprimento das medidas cautelares, os policias encontraram documentos de 30 pessoas vítimas da quadrilha, que atuava também em Estância e possivelmente na Bahia. Os acusados também praticavam contratações de empréstimo consignado e financiamento fraudulento de veículos. “Quem centralizava os contatos era a senhora Silvia. Normalmente eles utilizavam os imóveis que locavam, faziam locações temporárias e aí toda a documentação era encaminhada para essa casa. E em outro local continuavam praticando o crime”, conta a delegada Rezende.
Os documentos serão encaminhados para a Perícia, para comprovar que se tratam de cédulas falsificadas. “O crime de estelionato causa prejuízo aos cofres públicos. Temos aí diversas quadrilhas, lógico que a prisão desta vai repercutir de forma positiva na diminuição dos crimes, mas há diversas investigações aqui e outras pessoas envolvidas com a prática de crimes dessa natureza”, adverte a delegada.
A vítima de estelionato deve registrar um boletim de ocorrência e se dirigir aos órgãos de proteção ao crédito (SPC e Serasa), para comunicar que seus dados pessoais estão sendo utilizados de forma indevida.

