Prisão dos acusados de abusar de duas menores é detalhada
Cotidiano 04/09/2012 11h22 |Por Míriam Donald
Após terem sido flagradas com outras crianças furtando roupas em uma loja, uma menina de 10 e outra de 11 anos de idade foram levadas a um abrigo onde relataram à assistente social do local que foram abusadas por dois homens, um deles funcionário público e professor de música, Rubens Rodrigues da Silva, de 46 anos, e o outro policial militar, Luis Francisco dos Santos, de 34 anos. Eles foram presos depois do dia 22 de agosto pelos policiais do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) diante de mandados de prisão preventiva. Em coletiva realizada na manhã desta terça-feira (04), a Delegada responsável pelo caso, Mariana Diniz (foto), detalhou o caso.
Diante do fato, elas foram encaminhadas ao DAGV, onde a delegada afirma que as menores contaram com riqueza de detalhes o que vinha ocorrendo e o endereços dos locais onde eram abusadas em troca de dinheiro e presentes, além de confirmar a participação de um terceiro acusado que está foragido, já com mandado de prisão a ser cumprido. A delegada ainda destaca que ele não tem ligação com os outros dois já presos, mas que é reincidente, já responde condenação judicial e foi preso quatro vezes.
“As meninas não queriam mais sair do abrigo, pois não suportavam mais essa situação, por isso pedimos à sociedade que se sensibilize, denuncie quando tiver conhecimento de alguma suspeita e nos procure porque estamos aqui para investigar. Não podemos compactuar com esse tipo de violência”, conclama Mariana.
Os acusados foram presos em suas residências. Rubens em sua casa localizada no bairro Centro e o policial militar Luiz no bairro Jabotiana, onde a polícia apreendeu um notebook com vários vídeos de jovens praticando sexo, e, segundo as vítimas, ele mostrava esse vídeo para elas. Ambos responderão por abuso e exploração sexual de menores.
Mariana Diniz ainda observa que é um tipo de crime que na maioria das vezes impede que a criança tenha um desenvolvimento sadio, quebra a inocência e causa traumas perpétuos. “Nosso objetivo é cada vez mais erradicar esse tipo de violência”, espera. Questionada sobre os pais das vítimas, a delegada explicou que são usuários de drogas e deixavam suas crianças em situação de risco. Segundo relato das menores, elas passam o dia inteiro nas ruas.
