Polícia localiza mais três imóveis ligados à lavagem de dinheiro e do tráfico
Com nova identificação, total de propriedades vinculadas à organização criminosa chega a sete; Justiça será acionada para bloqueio dos bens Cotidiano | Por F5 News 19/03/2025 16h00 - Atualizado em 19/03/2025 17h46 |A Polícia Civil de Sergipe identificou, nesta quarta-feira (19), mais três imóveis pertencentes à chamada "família Colômbia", grupo envolvido na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas investigado pela Operação Capture the Flag. Com essa nova descoberta, o total de propriedades ligadas ao esquema criminoso chega a sete. A ação faz parte da estratégia de asfixia financeira das organizações criminosas, conduzida pelo Núcleo de Recuperação de Ativos em parceria com o Ministério da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, a operação, deflagrada na terça-feira (18), já havia resultado na prisão de três suspeitos e na realização de buscas em imóveis ligados ao grupo. Entre os alvos, estava uma casa de luxo localizada em Bertioga, no litoral paulista, cuja ostentação chamou a atenção dos investigadores.
Segundo as investigações, a quadrilha utilizava imóveis de alto padrão para ocultar os lucros obtidos ilicitamente. O próximo passo da apuração será vincular formalmente essas propriedades ao líder do grupo, Vanilton Santos de Souza, conhecido como "Titela", que possuía conexões com uma facção criminosa paulista de atuação nacional.
Diante das novas descobertas, o Departamento de Narcóticos (Denarc) informou que pretende solicitar à Justiça a indisponibilidade dos bens identificados, visando sufocar financeiramente a organização criminosa. Além disso, durante as ações da polícia, foi apreendida uma pistola Glock com seletor de rajadas.
As investigações tiveram início em fevereiro do ano passado, após uma apreensão de drogas na cidade de Simão Dias. A partir desse ponto, o Denarc rastreou o envio de dinheiro ilícito para Sergipe, revelando o esquema de lavagem de dinheiro conduzido pela "família Colômbia". Até o momento, cinco propriedades já foram bloqueadas judicialmente.
A Polícia Civil de Sergipe ainda informou que segue avançando nas investigações e não descarta novas diligências e bloqueios de bens relacionados ao grupo criminoso.
