Operário morre em obra da construção civil e família não é avisada
Empresa encaminha corpo para funeral sem informar óbito Cotidiano 11/07/2012 06h57 |Por Márcio Rocha
Trabalhador da construção civil, Márlio dos Santos Silva, de 47, foi encontrado morto em um canteiro de obras de uma empresa de construção civil. Márlio era porteiro do local. Na manhã de ontem, terça-feira (10), ao chegarem para trabalhar, colegas o encontraram morto.
A família do porteiro não tomou conhecimento da sua morte, já que seu corpo foi encaminhado pela empresa para ser velado num velatório do Centro de Aracaju. Os familiares só souberam que Márlio estava morto quando o corpo já estava sendo velado. Incomodada por não ter sido avisada, a família pediu a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal, para obter maiores esclarecimentos acerca do óbito.
O Instituto Médico Legal emitiu laudo indicativo de causa morte indeterminada, com expectativa de entrega dos resultados dos exames cadavéricos que esclarecerão a morte em 30 dias. O corpo foi necropsiado e liberado para ser sepultado pela família. Os familiares não entenderam o porquê de a construtora encaminhar o corpo para funeral sem comunicá-la. Policiais militares estiveram no local onde o corpo foi encontrado e não detectaram nenhum tipo de violência contra o trabalhador, descartando a hipótese de assassinato.
Segundo um parente de Márlio, o homem foi encontrado morto dentro do refeitório do canteiro de obras, mas as informações que passaram à família é que foi encontrado na lama, com um vaporizador na mão. Márlio era servente de pedreiro, não porteiro, segundo um familiar. Para ele, o que querem fazer é mascarar um acidente de trabalho.
“A empresa mandou o corpo para a OSAF, que levou o corpo para o velório. Encaminharam a família para tirar o atestado de óbito e lá estava como causa de morte natural indeterminada. Só que o relatório do SAMU indica que ele morreu por descarga elétrica. O Márlio era servente de pedreiro, não era porteiro. E nesse dia dois vigilantes não apareceram para trabalhar. Essa morte parece acidente de trabalho.”, disse um parente.
Segundo os familiares, não foi solicitada a presença da polícia técnica e o documento de óbito informava que ele estava em uma obra no Bugio, quando foi encontrado numa obra do Eduardo Gomes.
A reportagem F5 News procurou a empresa para solicitar esclarecimentos, mas não foi atendida em suas ligações.
