Homem de 61 anos é preso acusado de estuprar criança de sete
Ele atraia crianças oferecendo jogo de sinuca em seu bar Cotidiano 19/07/2012 09h49 |Por Adriana Meneses
Foi preso na última terça-feira (17) em flagrante, por policiais do Departamento de Atendimento à Grupos Vulneráveis (DAGV) do município de Estância, após um mês de investigações, Euclides Ramos Silva, 61 anos, acusado de estupro de vulnerável e posse de arma de fogo. A vítima do abuso sexual teria sido um menino com sete anos de idade.
De acordo com as investigações coordenada pela delegada Gisele Theodoro, o acusado que é dono de um pequeno bar na cidade de Estância, aliciava suas vítimas (meninos menores), oferecendo jogos grátis na mesa de sinuca do próprio bar, para em seguida levar os menores até a sua residência, onde mostrava para elas revistas com imagens pornográficas, e com isso dava início aos atos sexuais..
As investigações apontaram para o perfil de um pedófilo, já que o suspeito apresenta algumas características deste tipo de criminoso. “Ele é bastante tímido, solitário e não tem comportamento agressivo. Inclusive reside sozinho em sua casa e, apesar de ter dois filhos, já maiores de idade nem sabe onde moram. Em casos como esses, muitos acusado deste crime não querem manter relações de pais e filhos para não sentirem desejo. Os vizinhos dizem que nunca o viram com mulher”, disse a delegada.
A delegada lembrou ainda que pessoas com esse tipo de comportamento são incapazes de manter relacionamento com pessoas de sua idade, e acabam por desejar a criança de forma patológica. “Quando o trouxemos de volta à realidade, ele percebeu que o que fez estava errado. O fato concreto é que esse pessoas com esse perfil não conseguem se controlar e acabam se convencendo de que a criança também o deseja e que por isso não estão fazendo nada de errado”, explicou.
Gisele Theodoro alerta que alguns sinais emitidos por crianças vítimas de violência sexual podem ser a descoberta de um crime muitas vezes silencioso. Os pais precisam estar atentos os sinais muitas vezes de forma inconsciente passados por crianças vítimas de abuso sexual como, por exemplo, isolamento, comportamento erotizado, desenhos em que as figuras aparecem mutiladas ou com órgãos sexuais à mostra, medo sem motivo aparente, queda no rendimento escolar, distúrbios alimentares e modo de agir com uma criança mais nova.
A delegada lembra ainda que não são apenas pessoas de fora do ambiente familiar que realizam abusos sexuais. “Muitas vezes, os próprios pais, padastros, avôs, tios, etc, também o fazem .Há um mês, por exemplo, foi efetuada a prisão preventiva de Claudevan Celestino, responsável pelo abuso sexual de sua enteada de apenas quatro anos de idade. Nesse caso, o comportamento atento da tia da vítima foi preponderante para a descoberta do crime que ocorria dentro do próprio lar da menor. Quando citávamos a menor o nome do acusado, a vítima fechava as próprias pernas nos apontando um sinal do fato ocorrido”, disse.
Foto: imagem divulgação
