Greve de condutores de ambulâncias do Samu segue sem negociação
“São nove anos sem reajuste, nem negociação", lamenta sindicalista Cotidiano 20/08/2012 11h40 |Por Elisângela Valença
A greve dos condutores de ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) completa seu oitavo dia. De acordo com Adilson Ferreira, presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância de Sergipe (Sindiconam/SE), no dia 21 de março, foi apresentada uma propostas para a Secretaria Estadual de Saúde (SES). “Estamos sem resposta desde esta data. Como não há diálogo, resolvemos paralisar as atividades”, disse.
Segundo ele, 50% do efetivo está mantido, o que equivale a trinta condutores. “Os problemas no atendimento aparecem porque muitos gestores estão pegando UTI móveis para fazer serviço básico”, denuncia. O serviço básico é a remoção de um paciente em alta médica, traslado entre unidades de saúde, dentre outros. “São serviços para pacientes sem riscos, não há necessidade de uma unidade de UTI”, informa Adilson.
Adilson diz que paralisaram as atividades, pois estão sem reajuste 2002. O salário-base da categoria é de R$ 642,65. “São nove anos sem reajuste, nem negociação. Apresentamos proposta, mas nem resposta tivemos”, queixa-se o presidente.
Para o secretário de Saúde, Silvio Santos, a greve dos condutores é precipitada. “A mesa de negociação funciona permanentemente. Estamos em um avançado processo de negociação com os Sindicatos em torno de um Plano de Carreira para os servidores que contém avanços reconhecidos por todas as categorias. A greve dos condutores do Samu é intempestiva. Além de sacrificar a população, poderá colocar em risco todo o esforço da mesa de negociação”, disse o secretário.
