Eleitores sergipanos opinam sobre votos nulos e brancos
Cotidiano 11/09/2012 17h33 |Por Allana Andrade
Depois de campanhas nas redes sociais incentivando os eleitores a compartilharem imagens referentes a anulação dos votos e posterior esclarecimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de que voto em branco ou nulo não anula as eleições, apenas não são contabilizados, F5 News foi ao centro de Aracaju para saber o que alguns eleitores pensam sobre a possibilidade de anular o próprio voto ou deixá-lo em branco.
“Se eu pudesse nem ia lá, mas como é obrigado eu vou. Se não fosse eu não ia, estou doida para dar a idade e não ter que ir mais lá”, afirmou uma eleitora que preferiu não ser identificada.
“Não sei ainda em quem vou votar, vou decidir ainda, mas não votarei em branco”, disse a dona de casa Elisângela Souza.
Gilson Santos é vendedor e decidiu que não vai anular o voto. “Vou votar em um candidato, eu e minha família. Serão quatro votos válidos para ele”, disse.
Alguns eleitores creditaram o aumento dos votos nulos por causa da descrença das pessoas na classe política de modo geral. “Eu acho que a sacanagem lá está tão grande que o povo não sabe em quem votar e vota nulo. Vou votar em um vereador porque devo um favor a ele, se não fosse isso, seria em branco”, afirmou o eleitor Lourival (foto ao lado).
O aposentado José Santos vai votar em branco. “Eu voto no interior e os candidatos de lá não vale um conto. Por isso vou votar em branco”, explicou.
“O pessoal está muito descrente, é muito problema aparecendo, por isso querem anular”, opinou a vendedora Silvânia Maria.
Um casal que também estava no centro decidiu anular juntos os respectivos votos nesta eleição. “Eu voto em branco porque o verdadeiro político é Deus. Porque esses aqui a gente nem sabe quem é quem”, disse Fátima.
“Vou na mesma linha dela, voto em branco, não tem opção, não. Todos dizem que vão fazer a mesma coisa e nada”, afirmou o funcionário público José Santana.
Há também quem prefira exercer seu direito democrático. “Eu acho que anular é errado, porque os políticos somos nós que escolhemos. Se a gente não escolhe, não tem como dizer quem é o candidato certo e o errado. É a única forma de escolha que temos”, opinou o vigilante Jucinei Batista (foto ao lado).


