Condutores do Samu se reúnem para definir ações do comando de greve
Cotidiano 02/08/2012 18h30 |Por Adriana Meneses
Com greve marcada para o próximo dia 13, membros do sindicato dos condutores das ambulâncias do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) se reuniram na tarde desta quita-feira (2) para definir os planos estratégicos da paralisação, que deverá suspender cerca de 50% dos atendimentos do órgão por tempo indeterminado, até que o Governo acene com uma proposta favorável à categoria.
De acordo com o presidente do sindicato, Adilson Ferreira (foto), o movimento evita prejudicar a população, mas esta seria a única maneira de reivindicar as solicitações. “O governo vem achatando os salários constantemente. É justo um trabalhador que arrisca sua vida e não pode cometer um erro sequer durante sua atividade de serviço levar para casa como salário R$ 820 para pagar aluguel, escola de criança , remédio e comer? “, questionou.
Como foi determinado pela justiça, o Samu deverá manter em funcionamento 50% da sua frota. Adilson garante que os veículos de suporte avançado que possuem UTI não vão parar. “Seria muita irresponsabilidade de nossa parte deixar uma unidade de suporte avançado parada. Apenas algumas viaturas de suporte básico estarão fora de circulação, pois sem condutor não existe o trabalho do médico, enfermeiro ou técnico”, disse.
Durante a reunião, os condutores decidiram quais das 58 bases do Samu de todo Estado ficarão com os serviços paralisados e qual a escala de greve de cada um dos 350 membros da categoria. Entre as reivindicações, estão reajuste salarial, enquadramento dos profissionais e composição de um plano de cargos, carreiras e vencimentos.
