Bancários de Sergipe ecoam reivindicações à Fenaban
Cotidiano 02/08/2012 20h44 |Por Míriam Donald
Em busca da negociação de 126 cláusulas - principalmente melhor remuneração, contratações, saúde e segurança dos bancários -, o Comando Nacional dos Bancários entregou na última quarta-feira (01), à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a pauta de reivindicações da categoria para a campanha salarial 2012/2013.
Construída pelos bancários em encontros estaduais, regionais e a Conferência Nacional que aconteceu nos últimos dias 20, 21 e 22 de julho em Curitiba, a pauta engloba também cláusulas sindicais.
Segundo o presidente do Sindicato da categoria em Sergipe, José Souza (foto abaixo), são apresentadas propostas relacionadas à regulamentação do emprego no sistema financeiro, a partir das quais questionam terceirizações e os correspondentes bancários, por entender que são formas precárias de trabalho. “Além do correspondente bancário precarizar o emprego da categoria, ainda representa risco aos clientes e usuários que procuram atendimento nesses locais”, diz.
Ele ainda informa que não é oferecida segurança e, quanto à remuneração, eles pedem 5% de ganho real mais a inflação do período, que totaliza 10,25%. “Nós achamos que o setor é extremamente rentável, lucrativo e que tem plenas condições de atender a esse pleito”, afirma.
No que diz respeito aos salários, a categoria pede que o piso de ingresso seja correspondente ao salário mínimo definido pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O salário mínimo que o Dieese definiu para valer a partir do dia 1º de setembro seria R$ 2.416,38 reais.
Sobre emprego, a categoria reivindica mais contratações, segundo Souza, uma bandeira erguida pelos bancários há mais de 20 anos. “Evidentemente junto com mais contratações é uma forma de combater a alta rotatividade adotada pelos bancos no Brasil”, explica.
Negociações
A Fenabam e o Comando Nacional dos Bancários iniciarão as primeiras rodadas de negociações nos próximos dia 07 e 08, em São Paulo. Será discutido primeiramente o tema do emprego e das condições de trabalho e saúde.
Na semana consecutiva, nos dias 15 e 16, serão discutidas as questões sobre segurança, igualdade de oportunidades e remuneração. Com relação à igualdade de oportunidades, Souza se refere a “trabalhos iguais, salários iguais”. “Encontramos muita distorção especialmente no trabalho realizado entre o homem e a mulher que realizam os mesmos serviços e recebem remunerações distintas e em alguns casos a mulher recebe remuneração inferior”, afirma Souza.
Campanha de divulgação
Para divulgar o movimento, a categoria se reunirá nesta sexta-feira (03) para definir a data de lançamento público da campanha no estado. A previsão é que seja daqui a oito ou nove dias.
Fotos: Míriam Donald

