Aracaju é a 2ª capital do NE em equilíbrio entre empregos e auxílios
Capital sergipana combina avanço do trabalho formal com redução da dependência social Cotidiano 14/01/2026 11h16 |Aracaju consolida sua posição como uma capital em expansão econômica ao alcançar o 2º lugar no ranking das capitais do Nordeste com melhor equilíbrio entre empregos formais e assistência social, segundo levantamento com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério do Desenvolvimento Social. O indicador avalia a relação entre trabalhadores com carteira assinada e o número de famílias beneficiadas por programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.
Aracaju conta hoje com 200.841 empregos formais ativos e 131.104 famílias que recebem benefícios sociais. Isso significa que, a cada 10 pessoas com emprego formal na cidade, cerca de 6 recebem algum tipo de benefício. Esse dado mostra um equilíbrio positivo entre geração de empregos e proteção social, indicando mais autonomia econômica da população e impacto direto na sustentabilidade fiscal e social do município. O desempenho coloca Aracaju à frente de capitais como Natal, Fortaleza e Salvador, demonstrando um ambiente econômico mais inclusivo e um mercado de trabalho formal em crescimento.
Para o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Dilermando Júnior, o indicador confirma que Aracaju avança na construção de um modelo de crescimento sustentável. “Quanto maior a quantidade de empregos formais em relação aos beneficiários de programas sociais, melhor o desempenho econômico da cidade. Isso significa mais renda, maior arrecadação e menor dependência do Estado”, destaca o secretário.
O estudo também aponta que Aracaju vem ampliando seu saldo positivo de empregos formais, com crescimento nas admissões e fortalecimento da carteira assinada. Esse movimento contribui para o aumento da arrecadação municipal e possibilita mais investimentos em políticas públicas estruturantes.
Especialistas ressaltam que capitais com maior proporção de beneficiários em relação aos empregos formais tendem a apresentar economias mais fragilizadas, com menor inclusão produtiva e maior risco de perpetuação da dependência social. Nesse contexto, Aracaju se diferencia ao combinar políticas de proteção social com estímulos consistentes à geração de emprego e renda.
O desempenho de Aracaju reafirma seu potencial como ambiente favorável para novos investimentos e reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento econômico sustentável, a inclusão produtiva e a melhoria da qualidade de vida da população.
Ranking – Equilíbrio entre empregos formais e benefícios sociais (Capitais do Nordeste)
- Recife (56%)
- Empregos formais: 585.109 / Famílias beneficiárias: 326.596
- Aracaju (65%)
- Empregos formais: 200.841 / Famílias beneficiárias: 131.104
- Natal (70%)
- Empregos formais: 242.000 / Famílias beneficiárias: 169.282
- Fortaleza (83%)
- Empregos formais: 780.261 / Famílias beneficiárias: 650.298
- São Luís (86%)
- Empregos formais: 340.767 / Famílias beneficiárias: 291.890
- João Pessoa (87%)
- Empregos formais: 228.471 / Famílias beneficiárias: 197.821
- Salvador (90%)
- Empregos formais: 694.194 / Famílias beneficiárias: 622.801
- Maceió (91%)
- Empregos formais: 269.221 / Famílias beneficiárias: 245.434
- Teresina (96%)
- Empregos formais: 221.759 / Famílias beneficiárias: 211.966
(Obs: Razão relativa como parâmetro.)
Fonte: Prefeitura de Aracaju
