Após declarações de Déda, professores ainda criam expectativas
Cotidiano 14/08/2012 17h15 |Por Fernanda Araujo
Ao que parece a criação da comissão dos deputados para mediar a situação dos professores e o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), não surtiu efeito, visto ter ele declarado que nada vai mudar com a reunião marcada para esta terça-feira (14) no Palácio dos Despachos. Mas os professores ainda têm esperança de uma negociação.
Para o professor e representante do Sintese Roberto Silva dos Santos, os deputados estão fazendo o papel de tentar resolver o conflito, o que depende da disposição do governo em tentar negociar. “A gente entende que isso não pode continuar, mandaram o projeto de lei para aprovação na Assembleia. Foi aprovada uma lei que, além de não pagar o piso, destrói a carreira. A gente espera que essa comissão sensibilize o governador a partir do que for apresentado. Há muita irregularidade na falta de pagamento. Agora, não adianta levar os problemas e só ouvir por ouvir”, diz.
Segundo a professora Lúcia Barroso, o governador mostra um discurso repetitivo. “Diz que o Estado não tem dinheiro para pagar o piso dos professores, os 22% do reajuste e que é por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele não quer dialogar com o sindicato e magistério. Ele precisa sentar com os professores e a comissão para mostrar alternativas. Se há falta de recursos, corrigirem o que deve ser corrigido”, afirma.
Déda chegou a afirmar na imprensa que “não há como mudar o projeto que foi mandado para Assembleia e que foi legalmente aprovado”. Segundo levantou, o Estado não tem obrigação de pagar 22% de reajuste e, mesmo que assim quisesse, haveria impedimento pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A comissão foi formada por dez deputados estaduais, entre a oposição e o partido do governo. A reunião será às 12h no Palácio dos Despachos.
Os sindicalistas fizeram vigília em frente à Assembleia Legislativa, com o papel de reivindicar que o projeto de lei aprovado seja revisto e no sentido de discutir com a categoria os próximos andamentos das reivindicações. “Esperamos que nessa conversa com o governador e comissão haja resultados”, afirma Lúcia.
Foto: arquivo F5 News - Fernanda Araujo
